Caridade

Onde estejas e por onde passes, sempre que possível, deixa algum sinal de paz e luz para aqueles irmãos que estão vindo na retaguarda, a fim de que não se percam do rumo certo.

O verdadeiro sentido da palavra caridade:

Benevolência para com todos,

Indulgência para as imperfeições dos outros,

Perdão das ofensas.

O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito.

Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles…

nossos inferiores,

nossos iguais,

ou nossos superiores.

Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer.

Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas.

Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela.

No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação.

O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

Sede, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que vos faz dar friamente o óbolo que tirais do bolso ao que vo-lo ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes. Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício,…

instruí os ignorantes

e moralizai os viciados.

Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus.

SÃO VICENTE DE PAULO

Fonte Guia HEU

Que Idéias São Importantes ao se Criar Crianças?

Dois importantes princípios para interagirmos com as crianças são:
(1) Conhecer e seguir os valores que sequer transmitir aos filhos e
(2) Entendê-los do ponto de vista da criança.
Os pais deveriam fazer uma lista com os principais valores e princípios de vida que querem que seus filhos venham a dominar. (Na verdade, isto é um bom conselho para todos os seres humanos, pois fará com que entendam melhor o que consideram ser da mais alta importância). Que características positivas querem que nossas crianças tenham? Faça uma lista para cada filho.

Um pai que confia em si e em seus valores e que mantém uma relação amorosa com suas crianças constatará que elas o ouvem. Quando dissermos para fazerem ou não determinada coisa, nossa voz precisa demonstrar confiança e que esperamos que prestassem atenção ao que estamos falando. Se demonstrarmos que não estamos lá muito preocupados com que nos ouçam, elas perceberão e não ligarão para o que estamos querendo transmitir.

Sejamos claros e específicos quando dissermos o que devem ou não fazer. Dizer a uma criança para “ser boa” é algo tão vago e superficial que dificilmente terá efeito.
Ao enxergarmos as coisas do ponto-de-vista da criança, tomaremos mais cuidado para respeitar seus sentimentos e pensamentos. Isto lhes dará um sentimento de auto-respeito e um senso de respeito aos demais.

Lembremo-nos de como queríamos ser tratados quando éramos crianças. Levemos em consideração as diferenças individuais entre os diversos filhos.

Tenhamos em mente que nenhuma criança jamais deseja ser insultada ou ridicularizada por seus pais; Nós não queríamos quando éramos pequenos e nossos filhos não o querem agora.

Não ameace seus filhos. Quando se ameaça uma criança, está se criando medo e ansiedade desnecessários. Se fizermos uma ameaça que ambos sabem que não cumpriremos, estaremos ensinando-as a não levara sério o que falamos. Ameaçar implica, automaticamente, que pensamos existir a possibilidade de as crianças não nos ouvirem.

Nunca dê apelidos negativos a seus filhos. Apelidos negativos criam auto-imagens negativas, o que é muito destrutivo.

Interagir com as crianças nos proporciona muitas oportunidades de desenvolvermos nosso próprio caráter. Alguns dos atributos essenciais a se focar são:paciência, humildade, empatia, compaixão e perseverança. Façamos aflorar o que há de melhor em cada criança. Perguntemo-nos constantemente: “O que mais posso fazer que já não esteja fazendo?”

Não espere perfeição ao interagir com seus filhos. Todos nós cometemos erros. Se acha que errou no passado, comece de novo agora. Comprometamo-nos totalmente a criar um relacionamento amoroso com cada um de nossos filhos!

(Adaptado do livro: Begin Again Now—Encyclopedi aof Strategies for Living, do Rabino ZeligPliskin)