O Tempo Perdido

Se, por um instante, pudésseis refletir sobre a perda de
tempo, mas refletir muito seriamente e calcular o imenso erro que
cometeis, veríeis quanto esta hora, este minuto escoado inutilmente
que não podeis recuperar, poderia ser necessário ao vosso bem
futuro.
Nem todos os poderes da Terra vô-lo poderiam devolver. E
se o usastes mal, um dia sereis obrigados a repará-lo pela expiação,
e, talvez, de maneira terrível!
O que não daríeis, então, para recuperar o tempo perdido! Votos inúteis; pesares supérfluos!
Assim, pensai bem nisto, em benefício de vosso interesse futuro e,
mesmo presente, porque muitas vezes os pesares nos atingem
mesmo na Terra. Quando Deus vos pedir contas da existência que
vos concedeu, da missão que tínheis de cumprir, que havereis de
responder?
Sereis como o enviado de um soberano que, longe de
cumprir as ordens de seu senhor, passava o tempo a divertir-se, não
se ocupando absolutamente do negócio para o qual foi
credenciado. Em que responsabilidade não incorreria à sua volta?
Sois aqui os enviados de Deus e tereis que prestar conta do vosso
tempo, passado com os vossos irmãos. Eu vos recomendo esta
meditação.

Revista Espírita de 1860, Novembro, Dissertações Espíritas, O Tempo Perdido: pág. 508.

Médium – Srta. Huet

Amor e aceitação

Pessoas que se sentem amadas dão menos valor às coisas materiais

Pessoas que se sentem mais seguras em receber amor e aceitação por parte dos outros atribuem menos valor monetário aos seus bens.

A conclusão é de um estudo realizado por cientistas das universidades de New Hampshire e Yale, nos EUA, liderados pelo Dr. Edward Lemay.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas com sentimentos de segurança interpessoal mais intensos – uma sensação de ser amado e aceito pelos outros – acreditam que seus bens têm menos valor do que as pessoas que não compartilham desses sentimentos.

Sensação de proteção e segurança

Nos experimentos, os pesquisadores mediram o quanto as pessoas valorizavam itens comuns, como um cobertor ou uma caneta.

Em alguns casos, as pessoas que não se sentiam seguras deram um valor a um item cinco vezes maior do que o valor atribuído ao mesmo item por pessoas mais seguras.

“As pessoas valorizam suas posses, em parte, porque esses bens lhes dão uma sensação de proteção, segurança e conforto,” explica Lemay.

“Mas o que descobrimos foi que, se as pessoas já têm um sentimento de serem amadas e aceitas pelos outros, o que também fornece uma sensação de proteção, segurança e conforto, esses pertences perdem valor.”

Sovinice e brigas por herança

Os pesquisadores acreditam que os resultados do estudo podem ser usados para ajudar pessoas com distúrbios de acumulação de bens materiais.

“Essas descobertas parecem ser particularmente relevantes para compreender porque as pessoas guardam bens que não são mais úteis.

“Elas também podem ser relevantes para entender por que membros da família muitas vezes brigam por bens que sentem que são deles por direito, mesmo que já estejam usufruindo deles.

“Bens de herança podem ser especialmente valorizados porque a ameaça de morte associada ameaça a segurança pessoal,” diz Lemay.

Notícia publicada no Diário da Saúde, em 9 de março de 2011.

Redação do Diário da Saúde

O Sofrimento

No padecimento de todos, acham-se os elementos necessários para uma reflexão profunda em redor de inúmeras ocorrências capazes de reestruturar caminhos de modo que se conquiste a felicidade, vastamente buscada e decantada.

O tronco sofre os golpes do machado para que, derribado, se torne nova utilidade.

A montanha de granito padece a dinamitação, a fim de que se abram veredas para o progresso.

A árvore enfrenta a poda, de modo a exuberar de flores e frutos, na ocasião oportuna;

Os grãos passam pela trituração e participam, com isso, da alegria da mesa farta.

O bloco de pedra suporta a ação do buril e do cinzel, para que liberte a obra de arte que o artista projeta.

O violino resiste à distensão de suas cordas de forma a permitir que o som harmonioso embalsame o ambiente com musicalidade.

Na vida humana, as coisas não passam de modo diverso. O sofrimento guarda sempre um objetivo avançado, representando os planos das Leis Sábias do Criador, determinando o crescimento, a emancipação, o fulgor das almas que por várias razões, se vêm enredadas nos compromisso redentores, perante a Vida.

Se agora sofre, ou se carrega ao seu lado algum ente padecente, creia que nem você nem ele está na condição de vítima inocente à frente do quadro dolorido. Tudo tem um porquê, ainda que o desconheça agora. Cuide, porém, de modo que não mais se comprometa com o mal, indevidamente, promovendo, com sua liberdade malversada de hoje, tormentosos dias futuros.

Quem semeia, colhe, diz o velho rifão…

Analise o que você semeia agora, meu amigo, meditando na saúde e nos júbilos que aguarda para amanhã.
Rosângela – J. Raul Teixeira

O Valor das Pequenas Coisas

Em cada indelicadeza, assassino um pouco aqueles que me amam.
Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão.
Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado.
Em cada gesto de impaciência, dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo.
Em cada perdão que eu negue, vai um pedaço do meu egoísmo.
Em cada ressentimento, revelo meu amor-próprio ferido.
Em cada palavra áspera que digo, perdi alguns pontos no céu.
Em cada omissão que pratico, rasgo uma folha do evangelho.
Em cada esmola que eu nego, um pobre se afasta mais triste.
Em cada oração que não faço, eu me afasto de Deus
Em cada juízo maldoso, meu lado mesquinho se aflora.
Em cada fofoca que faço, eu peco contra o silêncio.
Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz.
Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida.
Em cada sorriso que espalho, eu planto alguma esperança.
Em cada espinho, que finco, machuco algum coração.
Em cada espinho que arranco, alguém abençoará minha mão.

Autor Desconhecido

O Sofrimento

Quando o sofrimento nos fere…

Existem pessoas que, quando violentadas pelo sofrimento, se tornam revoltadas, agredindo aos que vivem ao seu redor, como a se desforrar da dor que as esmaga.

Outras existem que se tornam amargas, alheias ao entorno, não se importando com nada mais senão sua própria dor. Para essas o mundo é cinza, sombrio, nada apresentando de bom.

A vida perdeu o brilho e vivem a rememorar os padecimentos suportados, chegando, por vezes, a se tornarem pessoas de difícil convivência, pela constância das lamentações.

Mas, outras têm o condão de transformar as experiências dolorosas em ações altruístas e humanitárias.

Recordamos da atriz belga Audrey Hepburn. Filha de um banqueiro britânico irlandês e de uma baronesa holandesa, descendente de reis ingleses e franceses, tinha nobreza no sangue.

Foi a terceira maior lenda feminina do cinema, a quinta artista e a terceira mulher a ganhar as quatro principais premiações do entretenimento norte americano, o EGOT, ou seja, o prêmio Emmy, o Grammy, o Oscar e o Tony.

Quando tinha apenas nove anos, seus pais se divorciaram. Para mantê-la afastada das brigas familiares, sua mãe a enviou para um internato na Inglaterra.

Audrey se apaixonou pela dança e estudou balé. Contudo, com o estourar da Segunda Guerra Mundial, tendo a Inglaterra declarado guerra à Alemanha, tudo se modificaria na sua vida.

Sua mãe, temendo bombardeios na Inglaterra, levou Audrey, sob protestos, para a Holanda. No entanto, com a invasão nazista, a vida da família foi tomada por uma série de provações.

Para sobreviver, muitas vezes, Audrey precisou se alimentar com folhas de tulipa.

Se ela sofria, e outras tantas pessoas sofriam, ela precisava fazer algo. Envolveu-se com a Resistência e viu muitos dos seus parentes serem mortos em sua frente.

Para angariar fundos, ela participou de espetáculos clandestinos, aproveitando para levar mensagens em suas sapatilhas.

Com o final da guerra, a organização que daria origem, posteriormente, à UNICEF, chegou com comida e suprimentos, salvando a vida de Audrey.

Ela jamais esqueceu isso e, em 1987, deu início ao mais importante trabalho de sua vida: o de embaixatriz da UNICEF.  Essa tarefa foi extremamente facilitada, graças ao domínio de cinco idiomas: francês, italiano, inglês, neerlandês e espanhol.

Ela passou seus últimos anos em incansáveis missões pela UNICEF, visitando países, dando palestras e promovendo concertos em benefício de causas humanitárias.

Dizia ter uma dívida para com a UNICEF, por ter tido salva a sua vida. E, dessa forma, tentava resgatá-la.

Sim, as dores podem ser as mesmas. A maneira pela qual cada um as recebe difere e isso confere felicidade ou infelicidade.

Alguns se engrandecem na dor, outros se apequenam e se infelicitam.

A decisão é pessoal. Aprendamos com os bons e salutares exemplos.

Ninguém vive sem sofrer. Façamos das nossas agruras motivos de engrandecimento próprio.

Redação do Momento Espírita