Passaporte Para o Céu

“E Jesus disse aos seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus”. (Mateus, 19:23)
Jesus afirmou ser difícil, mas não impossível, um rico ingressar na corte celestial.
Por razões óbvias, maiores são os obstáculos com que se deparam os detentores de fortuna.
Analisemos os fatos friamente, à luz da lógica, isentos de preconceitos.
A riqueza enseja a prática indiscriminada dos gozos materiais, estimula desmedidamente a vaidade, incita o orgulho avassalante, incute nas almas a cega sedução pelo poder, instiga a avareza ou estimula a dissipação desenfreada. É, enfim, uma prova dificílima para um Espírito de pretérito pecaminoso.
Quando movido pelo firme propósito de usar com dignidade e cautela os talentos que lhe foram confiados pelo Senhor, o homem é levado a travar uma dura batalha interior para resistir às tentações que a vida mundana oferece abundantemente, em especial, multiplicadas e intensificadas para os que têm a posse de riqueza.
Eis a razão por que o Mestre asseverou: “Que mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino dos céus”.
Se vencer a provação imposta pela necessidade de crescer espiritualmente, maior será o seu merecimento e regozijar-se-á ao ouvir a exortação de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a responsabilidades das grandes; entra no gozo do teu Senhor”.
Se falir, não estará irremediavelmente perdido; por acréscimo de misericórdia divina, ser-lhe-ão dadas novas oportunidades de expiações e de provas redentoras, em sucessivas reencarnações, até que, depurado, resplandecente, possa alçar-se às esferas superiores, pois que, conforme declarou o Messias, há muitas moradas na casa do Pai.
O fato de nascer ou tornar-se rico, em si, não traz mal algum nem desmerece a pretendida entrada do rico na casa do Pai.
A riqueza, aliás, é uma força propulsora do progresso da Terra. Os homens ricos são simplesmente mordomos dos bens materiais confiados por Deus para que seja processado o desenvolvimento material, intelectual e moral da humanidade.
Sendo a riqueza um empréstimo do Onipotente Senhor da Vida ao Espírito encarnado, cumpre a este administrar esses bens com humildade e sabedoria, seja beneficiando a coletividade com a geração de novas frentes de trabalho, seja promovendo assistência médica, odontológica e hospitalar ou oferecendo educação, instrução, cultura, bem-estar social, lazer sadio e evangelização aos que lhe estão diretamente vinculados por contratos trabalhistas e a quantos indistintamente possam ser favorecidos pela inspiração do amor ao próximo e da caridade cristã.

Felinto Elizio Duarte Campelo

Responsabilidade

Deus emprestou-te filhos
Para que o eduques.
Deus confiou-te terras
Para que as cultives.
Deus mandou-te o dinheiro
Para servir ao bem.
Deus te envia a saúde,
A fim de que trabalhes.
Deus o fez livre, forte,
E também responsável.
A vida é luzem todos
Mas o mundo é de Deus

Emmanuel – Francisco Cândido Xavier

Os Vícios

Os vícios podem ser curados? Não! Mas, a pessoa viciada pode decidir parar com o vício a hora que ela quiser! Vamos entender melhor este assunto. O Espírito é que traz consigo o vício, seja através do “karma, da lei de causa e efeito ou do livre arbítrio.” Quando citamos vícios, nos referimos a qualquer tipo de dependência.

A palavra “karma” (ação) é o vetor principal resultante de todos os atos (bons e maus) praticados pelo homem. Ações conscientes ou não no Bem ou no Mal. Assim, pode-se avaliar que existirá, para cada indivíduo, “bom karma”, como também “mau karma”.

A lei de causa e efeito (todo efeito é resultante de uma causa) nos explica que tudo que vivenciamos, sejam momentos felizes ou infelizes, é consequência de nossas atitudes no presente ou no passado. Embora o indivíduo esteja vinculado a responsabilidade do ato praticado, se direcionar a sua vida baseada em valores mais nobres, pode alterar, aliviar, atenuar, reparar, e, com isso reequilibrar o seu passado. E pode até programar o seu futuro.
Os maus atos arremessam os agentes à dor; os bons à Paz! Ao criar o Espírito humano Deus concedeu-lhe a faculdade de decidir e praticar o que quiser através do “livre-arbítrio”. O homem pode optar por agir no bem ou no mal, pois, pela inteligência e pela moral, tem o dom da análise. Sua existência, feliz ou infeliz, será determinado por ele mesmo. “Aquilo que o homem plantar; aquilo mesmo terá que colher” Gálatas, 6-7.

Quando uma criatura acumula débitos perante a Justiça Divina (Leis Naturais), esta concede-lhe as oportunidades necessárias para o devido resgate, muitas vezes realizado parceladamente, em várias existências físicas (reencarnação). Explica-se assim o fenômeno lógico das vidas sucessivas, onde a criatura humana, conservando a individualidade, liberta-se das más tendências, adquirindo ou aprimorando virtudes. Isso acontecerá, inexoravelmente, pelo bem ou pela dor.
O corpo humano é um maravilhoso empréstimo da Vida, para a vida. Qualquer excesso, qualquer abuso, qualquer uso indevido, repercutirá na consciência, alertando quanto aos prejuízos. Tudo o que contraria o equilíbrio somático desajusta a harmonia do trinômio: “corpo, perispírito (corpo espiritual) e espírito”. Tais desajustes começam por provocar doenças no corpo físico e terminam por conduzir a inenarráveis  tormentos espirituais.

André Luiz (espírito), no livro “Evolução em dois mundos” nos diz que: nossos desequilíbrios mentais causam rupturas nos pontos de interação entre o perispírito (corpo espiritual) e o corpo físico, ensejando assalto microbiano coerente com nossos débitos de vidas passadas.

O ser humano possui um campo espiritual de defesa, qual túnica eletromagnética (aura humana) à maneira de campo ovóide. Essa tela uma vez rompida (com “buracos”, causados por vícios), libera o trânsito de energias bastardas entre os “centros de força” (chakras) que alimentam o espírito e o perispírito. Aí, sobrevêm as provações obrigatórias.

Infrações violentas, tais como os tóxicos, rompem essa “carapaça fluídica” do homem e as consequências são a devastação da saúde física e até a morte, às vezes precedidas da loucura. Depois vem os tormentos espirituais. Ao desencarnar, o perispírito mantém integralmente as mesmas sensações experimentadas na jornada terrena.

Encontra no mundo espiritual inúmeros espíritos, similares, em tendências, gostos, graus de evolução. Com eles conviverá, pela sintonia e pela atração vibratória. Verá que seu perispírito está depauperado, destrambelhado, cheirando mal, repleto de náuseas e mazelas (frio, fome, dor, etc.) Desgraçadamente, terá consciência desses tormentos, de maneira plena e permanente: não dorme, não desmaia, fica vagando por regiões cinzentas, sem água, sem sol.

Contudo, a Caridade de Deus, permanentemente amparando Seus filhos, também ali se manifesta, a todos os instantes. Basta, apenas, um único pensamento sincero voltado ao arrependimento, e esse sofredor receberá ajuda do Plano Maior, onde operam os Prepostos de Jesus. Deus não criou seres tendo por destino permanecerem votados ao mal, perpetuamente. Cedo ou tarde o Espírito tem vontade de se tornar feliz.

O que leva um Espírito desencarnado toxicómano ao arrependimento? A dor, mestra maior e último recurso natural para reconduzir o homem ao caminho do Bem. O viciado, ao desencarnar, percebendo que tudo está mais difícil, pois além de não poder satisfazer a ânsia da droga, ainda está doente, fraco, faminto etc., mais do que nunca, desejará as drogas.

Onde busca-las? Como consegui-las? Carente, e sem nenhuma proteção, ficará a mercê de legiões de malfeitores espirituais. Será sim, admitido nessas legiões, mas como elemento escravizado, desprezível, inferior. Aprenderá, rápido, que só no plano material poderá dar vazão ao vício.

Qual vampiro, poucas vezes sozinho, quase sempre em bandos, acorrerá aos locais de frequência dos toxicómanos encarnados (às vezes até mesmo em seus lares), aderindo-se a eles, mente a mente, induzindo-os ao consumo das drogas, ou assediando criaturas invigilantes, ainda não viciadas, para que o façam. Sem nenhuma reserva moral, em troca de alguma satisfação do vício, será submetido a uma série de perversidades.

Os vapores sutis das drogas, ao se volatilizarem são facilmente detectados pelos espíritos-viciados, os quais sorvem esses vapores, deles se apropriando e incentivando o encarnado a consumir mais e mais. Fácil entender porque o viciado encarnado cada vez quer mais. O fato mais grave do vampirismo é que as “larvas psíquicas”, são contagiantes: havendo campo próprio, transferem-se para novos hospedeiros, onde proliferarão. A esse infeliz processo o Espiritismo denomina “obsessão”.

Conjectura-se que o toxicômano encarnado sustenta o vício próprio e de mais ou menos dez viciados desencarnados! Com o tempo, poderá, pelo livre-arbítrio, tomar duas atitudes: Arrependimento ou revolta com desejo de vingança. Seu poder, ampliado, atingirá um ponto em que a Justiça Divina considera como saturação, dando um basta: compulsoriamente retornará à carne. Só que em tristes condições

Fonte: Harmonia Espiritual

O Martírio e a Tristeza

Deus criou para todos nós, a alegria como  sentimento de luz, a reavivar o espírito, para o prosseguimento de sua jornada, aos píncaros da pureza e da perfeição.

Diante do pesar, a alma sente recrudescer sua vontade em vencer as dificuldades e empecilhos.

A dor, é o impulso.

O problema teste.

Obstáculos, aferição da destreza.

Quando as provações parecem avolumar, é o momento da calma, serenidade e confiança, na bondade do altíssimo.

Entendamos que, quando a aflição nos atordoa, a tristeza é a pior companhia, pois,nos martiriza, conduzido -nos a inércia.

Procuremos conduzir e canalizar todas as dificuldades, problemas, amarguras  e aflicões, ao trabalho em favor dos mais necessitados e tenhamos a certeza de que, será o nosso próprio trabalho, que no momento plausível será liquidado.

Fernando

 

 

Capa, Galochas e Guarda-chuva

As novas gerações certamente jamais usaram galochas. Referimo-nos à população brasileira, porque não sabemos que procedimento adotam os estrangeiros, sobretudo nas regiões em que chove muito.

Os brasileiros mais antigos, porém, conhecem e devem ter usado, em algum momento da vida, um bom par de galochas, uma espécie de calçado feito de borracha que se põe por cima dos sapatos, com vistas a preservá-los da umidade, da chuva e do barro.

Anos atrás, um conhecido escritor e palestrante respondia às perguntas que o público lhe encaminhava, uma vez finda sua exposição doutrinária inicial.
Em dado momento, uma jovem mãe de filhos adolescentes formulou uma pergunta que todas as mães, em igual situação, certamente fariam:

– Que fazer para preservar os filhos ante os perigos da convivência social, em que as drogas e a gravidez precoce haviam se tornado, em sua cidade, uma ocorrência comum?
Para justificar a pergunta, a mulher acrescentou que os pais podem até levar os filhos a uma festa, ao clube, à balada; mas, evidentemente, não podem permanecer junto deles e, assim, evitar que algum mal lhes aconteça.

O palestrante respondeu-lhe fazendo inicialmente uma pergunta:

– Que fazemos quando saímos de casa para o trabalho em um dia de chuva muito forte seguida de enxurrada?

Continuando a falar, ele próprio respondeu:

– Na cidade onde moro, em face de um dia assim, utilizamos um par de galochas, uma capa e um bom guarda-chuva.

Ele explicou, então, que nossos filhos adolescentes devem sair para seus encontros sociais munidos de iguais recursos, que cabe aos pais providenciar e pôr à disposição deles, quanto antes, porque o que se vê lá fora, não só nas grandes cidades, é um verdadeiro temporal – um temporal, obviamente, de natureza moral.

Por galochas, capa e guarda-chuva entende-se uma boa educação que transmita aos filhos a consciência perfeita do que significa a vida e quais os seus objetivos. É isso que pode proteger nossos jovens ante os perigos da convivência social a que a jovem mãe se referira.

Vigilância e oração!

Eis um antigo preceito proposto por Jesus que continua mais atual do que nunca, seja qual for a faixa etária em que nos encontremos.

Escreveu Paulo aos seus companheiros de Corinto: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”. (1ª Epístola aos Coríntios, 10:23.)

Se tivéssemos sempre em mente esses dois preceitos, muitas contrariedades e decepções evitaríamos.

Seria, pois, importante que nossos filhos também soubessem disso.

O Consolador