Carnaval é Tempo de Festa ou Reflexão?

Para se entender o carnaval e outras festas populares, é necessário lembrar que a Terra ocupa o segundo lugar na escala evolutiva, por ser um planeta de provas e expiações. Aqui, e em mundos semelhantes, encarnam espíritos recém-saídos da barbárie, dando os primeiros passos na sua história evolutiva e esses espíritos trazem consigo um grupo de sensações ou pulsões que precisam ser extravasadas para que não se voltem contra a sociedade em que encarnaram.

Em verdade, estamos encarnados para reprimirmos as más tendências e adquirir elementos espirituais positivos como o amor, a solidariedade, o respeito ao próximo e as diferenças, em uma palavra, desenvolver as faculdades positivas do espírito.

A festa é o momento em que o espírito tem a oportunidade de por para fora, não necessariamente, o que ele tem de pior, mas as suas emoções mais profundas. Como somos espíritos altamente imperfeitos, as nossas festas quase sempre explicitam emoções do tipo primário.

Muitos espíritas julgam ser inofensiva a sua participação nas festividades carnavalescas, afirmando que não lhes traria qualquer dano espiritual. Entretanto, sabemos que estas festividades não se desenvolvem em clima de sadia e fraterna atividade.

Sabemos também que a influência dos espíritos em nossas vidas é um fato inegável, a depender da nossa sintonia. Se estamos em equilíbrio espiritual, sintonizaremos com espíritos bons e elevados. Se nos envolvemos em sentimentos e pensamentos de baixa vibração, atrairemos companhias espirituais compatíveis com estas emoções.

A quantidade de espíritos inferiores que nos cerca, é muito grande, principalmente por ocasião dessas festividades públicas, onde os excessos de todos os gêneros são praticados por grande quantidade de pessoas, que passam a propiciar clima mental às influenciações dos delinquentes e viciados do plano espiritual inferior.

Espíritos ligados aos vícios e excessos são atraídos, em grande quantidade para estas celebrações, porque através das práticas de sexualidade desregrada, do uso excessivo e abusivo de drogas e de álcool, poderão satisfazer suas pseudo-necessidades de retomar seus vícios e indignidades do passado, através da influenciação e da consequente vampirização dos encarnados, que docilmente lhes aceitam as sugestões, por sintonizarem ainda, com estas práticas primitivas e bárbaras.

“A grande concentração mental de milhões de pessoas, na fúria carnavalesca, irradiações dos que participavam ativamente, enlouquecidos, e dos que, por qualquer razão, se sentiam impedidos, afetava para pior a imensa área de trevas, ao tempo em que esta influenciava os seus mantenedores…” (1).

Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 713, refere a seguinte resposta dos Espíritos: “O homem, que procura nos excessos de todo gênero o requinte do gozo, coloca-se abaixo do bruto, pois que este sabe deter-se, quando satisfeita a sua necessidade, abdica da razão que Deus lhe deu por guia e quanto maiores forem seus excessos, tanto maior preponderância confere ele à sua natureza animal sobre a sua natureza espiritual. As doenças, são, ao mesmo tempo, o castigo à transgressão da lei de Deus.”(2).

As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. Isso acontece tanto com aqueles que se afinam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

“Em face dos desconcertos emocionais que os exageros festivos produzem nas criaturas menos cautelosas, há uma verdadeira infestação espiritual perturbadora da sociedade terrestre, quando legiões de espíritos infelizes, ociosos e perversos, são atraídas e sincronizam com as mentes desarvoradas” (3).

“Passada a onda de embriaguez dos sentidos, os rescaldos da festa se apresentarão nos corpos cansados, nas mentes intoxicadas, nas emoções desgovernadas e os indivíduos despertarão com imensa dificuldade para adaptar-se à vida normal, às convenções éticas, necessitando prosseguir na mesma bacanal até a consumação das energias.”(4).

A Doutrina Espírita, nos conscientizando sobre as necessidades espirituais do ser humano, perfectível, que busca sem cessar a auto-iluminação, e, nos revelando as leis morais da vida, essenciais ao desenvolvimento do ser integral, nos direciona para a transformação moral e a maturidade espiritual necessárias ao progresso planetário.

E, como nosso imperativo maior é a Lei do Progresso, um dia, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade, dentro de um mundo melhor, pacífico e fraterno.

Referências bibliográficas:

1. Divaldo P. Franco/ Manoel P. Miranda- “Nas Fronteiras da Loucura”, pg. 137.

2. Allan Kardec: O Livro dos Espíritos, questões 713 e 714.

3. Divaldo Pereira Franco/ Manoel P. de Miranda: “Entre os dois mundos”, pg. 61.

4. Divaldo Pereira Franco/ Manoel P. de Miranda: “Entre os dois mundos”, capítulo 4.

Fonte: http://semeadoresdeluz.blogspot.com.br/2011/02/visao-espirita-do-carnaval.html

Regina Medeiros

O Carnaval !!!

O Carnaval, para muitos, é sinônimo de alegria. Época de esquecer os problemas e cair na folia!!! Entretanto, em nome dessa alegria, as pessoas abandonam as mais nobres responsabilidades da vida.
Nessa época verificam-se os maiores índices de criminalidade, suicídio e acidentes de trânsito; os hospitais e pronto-socorros tem atividades intensas e o consumo de álcool e drogas alcança números extraordinários. Ao som de tambores e instrumentos de percussão, as pessoas abandonam as máscaras com que, diariamente, saem às ruas e entregam-se ao prazer desenfreado.
Para o homem comum, tudo isso pode fazer parte da normalidade de sua vida; para o espírita, entretanto, esses excessos e desregramentos morais merecem uma análise mais profunda: não se pode pretender evolução sem mudança de hábitos e formas de comportamento.
Vejamos o que nos relata o espírito de Manoel P. Miranda no livro Fronteiras da Loucura, psicografado por Divaldo Pereira Franco:
“Num desfile como o do Rio de Janeiro, é inimaginável a multidão de desencarnados, dominando, assim, a paisagem das avenidas, ruas e praças. As vibrações são de tão baixo teor que tudo é penumbra como em grandes tempestades.”
“Grupos de foliões eram envolvidos por massas de espíritos voluptuosos, em orgias e desmandos inimagináveis para os padrões terrenos. As influenciações espirituais aos transeuntes, no sentido de prejudicá-los eram constantes. Carrascos procuravam vítimas para desequilibrar e iniciar processos de obsessão. Pairava no ar uma psicosfera tóxica, de alucinação. A pândega era surpreendente e exagerada. Parecia que dai a instantes tudo iria se consumir. Parecia que o mundo ia acabar e as pessoas queriam aproveitar o quanto lhes restavam. Era a festa dos corpos, dos sentidos físicos, as criaturas esqueciam-se dos escrúpulos, do pudor, confundindo-se numa linha comum de alienação.”
É importante que lembremos, porém, que não devemos impedir as pessoas de participar do Carnaval. Cada um é livre para realizar o que bem entender e não devemos criticar aqueles que não comungam com os nossos ideais.
Preocupemo-nos, por enquanto, em mudar a nós mesmos. Nessa época de Carnaval, vigiar e orar é o melhor que podemos fazer por nós e pelo próximo.

Alexandre Ferreira e Ricardo Rossi Roberto

Macumba, Sortilégios, Pactos Assombrosos, Subjugações.

Há poucos meses, em São Paulo, um jovem de 19 anos foi morto por sua própria mãe, possivelmente, por força de um ritual de “magia negra”. Quando foi presa, estava em crise psicótica (loucura? ou “possessão”?); falava sobre demônios e assuntos satânicos, e seis policiais foram necessários para dominar aquela senhora que pertencia a comunidades religiosas não convencionais da internet que adotam o sacrifício humano. Conforme investigação policial, ela teria dito que o filho tinha que ser morto por um “bem maior” (…!?…) O fato nos conduziu ao capítulo 9 versículo 16 do livro Atos dos Apóstolos, onde lemos o seguinte “e o homem que estava possesso do espírito mau pulou sobre eles com tanta violência, que tiveram de fugir daquela casa, sem roupas e cobertos de ferimentos.”[1]
Nawaz Leghari, de 40 anos, um paquistanês adepto do ritual de “magia negra”, estrangulou seus cinco filhos por entender que o sacrifício conferiria a ele “poderes mágicos”. Leghari matou desse modo suas duas filhas e três filhos, com idades variando entre 3 e 13 anos, na madrugada de 9 de janeiro de 2015, na localidade de Saeed Jan, norte de Karachi. O assassino estudava magia negra e resolveu fazer o sacrifício para aumentar seus “poderes”. Leghari realizou uma “odisseia espiritual” de 40 dias chamada “Chilla”, prescrita por um líder religioso local, com quem estudava alquimia. O paquistanês tentou inicialmente envenenar sua família durante o jantar, mas sua mulher o impediu após uma violenta discussão. A esposa e o filho mais velho decidiram passar a noite na casa de parentes, deixando os outros filhos com o pai, que os estrangulou um a um.[2]
Historicamente, quando o homem era ainda fisicamente parecido com os primatas, suas manifestações de religiosidade eram as mais bizarras, até que, transcorridos os anos, no mistério dos séculos, surgem os primeiros organizadores do pensamento religioso que, de acordo com a mentalidade geral, não conseguiram escapar das concepções de ferocidade, que caracterizavam aqueles seres egressos do egoísmo animalesco da irracionalidade. O homem foi levado a crer que os sacrifícios humanos poderiam agradar a Deus, primeiramente por não compreenderem Deus como sendo a fonte da bondade. Os povos primitivos e politeístas adoravam os deuses através de oferendas, cultos, rituais que geralmente comportavam sacrifícios de animais ou de seres humanos.
Como nos esclarece a questão 669, de O Livro dos Espíritos, “Nos povos primitivos, a matéria sobrepuja o espírito; eles se entregam aos instintos do animal selvagem. Por isso é que, em geral, são cruéis; é que neles o senso moral ainda não se acha desenvolvido. Em segundo lugar, é natural que os homens primitivos acreditassem ter uma criatura animada muito mais valor, aos olhos de Deus, do que um corpo material. Foi isso que os levou a imolarem, primeiramente animais e, mais tarde, homens”.[3] De conformidade com a falsa crença que possuíam, pensavam que o valor do sacrifício era proporcional à importância da vítima.
O espírita convicto não acredita no poder irrestrito das forças dos espíritos maus nos pactos de “magia negra” com os mesmos. Há, no entanto, encarnados perversos, no limite da loucura, que simpatizam com os espíritos inferiores (violentíssimos) e solicitam que eles pratiquem o mal, ficando então obrigados a servi-los, porque estes também precisam da “recompensa” pelo empenho no mal. Nisso, apenas, é que consiste o tal pacto. Em O Livro dos Espíritos, os Benfeitores elucidam: “por exemplo – queres atormentar o teu vizinho e não sabes como fazê-lo; chamas então os Espíritos inferiores que, como tu, só querem o mal; e para te ajudar querem também que os sirva com seus maus desígnios. Mas disso não se segue que o teu vizinho não possa se livrar deles, por uma conjuração contrária ou pela sua própria vontade”.[4]
Nos sinistros casos analisados acima, podemos inferir sobre um processo de subjugação profunda, lembrando, porém, que a “possessão” é sempre temporária e intermitente, porque um desencarnado não pode tomar, definitivamente, o lugar de um encarnado. A rigor, o tema “magia negra” ainda não foi estudado de forma abundante pelos pesquisadores espíritas. Há pessoas que não acreditam na possibilidade da existência dos conjuros (“trabalhos feitos”), como é às vezes conhecida a “magia negra”. No entanto, um estudo cuidadoso do tema em O Livro dos Espíritos, e na Revista Espírita, comprova que essas manobras mediúnicas, com a finalidade de prejudicar o próximo, são perfeitamente possíveis. Como citamos acima, na questão 549, Kardec inquire: – Há alguma coisa de verdadeiro nos pactos com os maus Espíritos? Na resposta, os Benfeitores demonstram de maneira categórica que é possível uma criatura evocar maus Espíritos para ajudá-la a causar mal a outra pessoa. A resposta esclarece ainda que esse ato pode ser realizado por uma sequência de procedimentos conhecidos como conjuração (conluio com as trevas).
Nas práticas de “magia negra” os apetrechos materiais e os rituais são utilizados para fortalecer a má intenção nos maus propósitos projetados naqueles contra os quais se deseja prejudicar. A interferência espiritual é de Espíritos inferiores, que se identificam com seres encarnados, também de qualidades morais inferiores, desejosos por afligir, enfermar ou até matar o próximo, ou ainda, ver realizados os interesses de ordem material. Se as criaturas visadas estiverem sintonizadas em faixas de equivalência vibratória, não tenhamos dúvidas de que serão atingidas por elas.
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O Espiritismo analisa a gênese do fenômeno da “possessão” como uma faculdade mediúnica desgovernada, e trata esse tipo de manifestação através do diálogo com o Espírito subjugador, buscando compreender suas razões para esclarecê-lo e libertá-lo da sua própria ignorância e confusão mental. É bem verdade que os bons Espíritos nos resguardam destes malefícios, mas não esqueçamos que urge termos mérito para tal assistência.

Jorge Hessen

Referências bibliográficas:
[1] Atos 19: 16
[2] Disponível em https://br.noticias.yahoo.com/paquistan%C3%AAs-mata-5-filhos-adquir…
[3] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 1999, questão 669
[4] Idem questão 549