O Campo de Força das Idéias

Participo de debates periódicos, no Centro Espírita Léon Denis, com o objetivo de organizar o Encontro Espírita de Medicina Espiritual, realizado uma vez por ano. Em uma dessas reuniões, consultamos o coordenador espiritual do evento, Ignácio Bittencourt, que confirmou, através do médium (AltivoPamphiro), a existência de camadas perispirituais, que ele denominou de “campos de forças”.

Pergunta ? O fluido cósmico universal é o estado mais puro da matéria. Os espíritos já nos revelaram também que o perispírito de uma entidade superior é formado dessa matéria sutilíssima. Sabemos ainda que existem corpos intermediários entre o corpo físico e a alma. O que mais nos pode revelar a esse respeito?

Ignácio ? Saibam que existem campos de força envolvendo o perispírito.

 Seriam, por acaso, os campos eletromagnéticos, que a Ciência começa a desvendar?

A Ciência está chegando perto. Vou exemplificar: no ambiente de trabalho, a criatura humana tem um campo de força apropriado para aquele tipo de atividade. O campo é diferente, na mesma pessoa, quando está em casa. Quando sai de casa e vai ao centro espírita, envolve-se em outro campo de força, apropriado à nova circunstância. As idéias mais fortes e persistentes sensibilizam o perispírito e formam campos de força. Se as idéias mudam, se o ambiente muda, muda também o campo de força.

 Quem cria este campo?

O espírito é um ser que pensa e é natural que os pensamentos o envolvam em camadas.

 É o que André Luiz chama de psicosfera?

É uma outra palavra para definir o mesmo fenômeno.

 Se entendemos bem, o campo de força adapta-se aos ambientes e às circunstâncias?

Exatamente.

Quem é o foco?  O espírito. Quando um pesquisador espírita reflete sobre a dualidade espírito-perispírito, normalmente imagina uma massa compacta, indissociável. Não é tão simples assim. O perispírito é constituído de diversas camadas.

A psicosfera ou campo de força resulta dos pensamentos que emitimos, os quais se agrupam por afinidade e ocupam posições distintas e específicas. Ao desencarnarmos, mantemos esses campos, que continuam expressando os nossos ideais mais íntimos, de tal forma que representam nossa identidade espiritual.

Quando encarnados, somos reconhecidos por espírito e por alguns médiuns, se têm poder de penetração nesses campos de força. Dessa forma, percebem nossas características, como se estivessem diante de um livro aberto.

Tal percepção pode ser menor ou maior, de acordo com a necessidade e utilidade. A leitura também não é instantânea, nem para o espírito desencarnado. A privacidade é respeitada, o que nos permite dizer que o médium ou o espírito desencarnado vêem somente o que pode ser visto.

Como entender essas camadas de pensamentos, associando-as com as camadas perispirituais?

Para evitar confusão, sintetizamos os conceitos:

As camadas perispirituais são as partes que compõem o nosso perispírito. É o fluido caminhando desde o fluido cósmico universal até a matéria mais condensada, com as suas várias gradações, estabelecendo o contato entre o espírito e o corpo físico.

Os campos de força dos nossos pensamentos não fazem parte do perispírito. São como programas de computador, com seus diversos arquivos gravados no disco rígido, com endereços específicos, que nos permitem acessá-los quando necessário. Os pensamentos, as idéias, tal qual os programas e arquivos colocados na memória RAM do computador, são também descartáveis. Isto é válido tanto para o espírito encarnado quanto para o desencarnado.

Na regressão de memória, o agente indutor acessa tais arquivos, como quem seleciona uma faixa musical em um CD. As lembranças vêm sem se misturarem umas com as outras, à medida que conduz o paciente ao endereço correto (um determinado momento de sua vida).
Paulo Nagae

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