No Campo do Mundo

A vida humana é semelhante ao campo comum.

Ao longo de seus vales e montes, encontramos variada flora espiritual.

Nas existências afortunadas e inúteis, vemos frondosas árvores infrutíferas.

Nas almas em sofrimentos, sentimos a poda que melhora a colheita.

Nos corações enrijecidos pelo desencanto, reconhecemos galhos secos ao sopro frio do inverno.

Nos preconceitos e melindres pessoais que impedem a visão da realidade, anotamos a tiririca invasora que habitualmente destrói lavouras e jardins.

Na tristeza e no desânimo, observamos o cupim e o charco prejudiciais, adiando a produção enriquecedora do solo.

Nas recordações enfermiças, identificamos a hera asfixiante.

Nas palavras primorosas, sem atos que as materializem, a benefício das criaturas, catalogamos as belas plantas parasitárias, que exibem flores extravagantes sem proveito.

Nos oportunistas sem mérito, surpreendemos o cipó viril e florido na copa da palmeira, de onde será apeado, a qualquer momento, sem altura própria.

Nos sonhos mortos, registramos as raízes mortas do chão.

O espírito juvenil – chama que independe da forma, do tempo e do espaço, – é a claridade de hoje, expandindo-se na direção de amanhã.

Conservemos, inalteráveis, a atividade, a esperança e o entusiasmo na extensão da Boa Nova.

Aqueles que não desistem de aprender e servir com Jesus, em quaisquer circunstâncias, são os ramos da vida eterna, florindo e frutificando, sem cessar, na seara do bem infinito.

Discípulos de um Mestre, cujo amor jamais envelhece, permaneçamos em sua vanguarda de trabalho e abnegação pelo aperfeiçoamento da Humanidade inteira.

Cristo ontem, hoje e amanhã…

Incorporados, todos nós, ao vigor imperecível do Evangelho, que o privilégio de segui-lo, no campo ilimitado da vida, à plena luz da verdade, seja nossa constante alegria, na grandeza do Sempre.

Francisco Cândido Xavier  – Emmanuel

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