A Tentação do Repouso

Num campo de lavoura, grande quantidade de vermes desejava destruir um velho arado de madeira, muito trabalhador, que lhes perturbava os planos e, em razão disso, certa ocasião se reuniram ao redor dele e começaram a dizer:
– Por que não cuidas de ti? Estás doente e cansado…
– Afinal, todos nós precisamos de algum repouso…
– Liberta-te do jugo terrível do lavrador!
– Pobre máquina! A quantos martírios te submetes!…
O arado escutou… escutou… e acabou acreditando.
Ele, que era tão corajoso, que nem sentia o mais leve incômodo nas mais duras obrigações, começou a queixar-se do frio da chuva, do calor do Sol, da aspereza das pedras e da umidade do chão.
Tanto clamou e chorou, implorando descanso, que o antigo companheiro concedeu-lhe alguns dias de folga, a um canto do milharal.
Quando os vermes o viram parado, aproximaram-se em massa, atacando-o sem compaixão.
Em poucos dias, apodreceram-no, crivando-o de manchas, de feridas e de buracos.
O arado gemia e suspirava pelo socorro do lavrador, sonhando com o regresso às tarefas alegres e iluminadas do campo …
Mas, era tarde.
Quando o prestimoso amigo voltou para utilizá-lo, era simplesmente um traste inútil.
A história do arado é um aviso para nós todos.
A tentação do repouso é das mais perigosas, porque, depois da ignorância, a preguiça é a fonte escura de todos os males.
Jamais olvidemos que o trabalho é o dom divino que Deus nos confiou para a defesa de nossa alegria e para a conservação de nossa própria saúde.

Meimei  – Chico Xavier

Força que Vem do Alto

Por que é que vos sentis tantas vezes pobres e sem recursos? Porque vos habituastes a olhar para baixo, isto é, a ver tudo o que é motivo de preocupações, de inquietações, de desgostos.

Esqueceis-vos de olhar para cima, para onde se encontram a luz, a beleza, tudo o que pode dar um impulso à vossa alma e levá-la a descortinar os meios para ultrapassar as dificuldades. As preocupações e as dificuldades existirão sempre, seja o que for que façais; é inútil lutar contra elas, pois vós é que ficareis esmagados.

O que fazer, então? Exatamente o que se faz contra as intempéries ou contra os insetos: arranja-se o equipamento adequado.

Contra a chuva, usa-se um guarda-chuva; contra o frio, vestem-se roupas quentes; contra os mosquitos, põe-se uma rede mosquiteira ou usam-se produtos para os afastar.
Pois bem, contra as dificuldades não há outra solução a não ser olhar para o alto a fim de receber a luz e a força.

E olhar para o alto é também aprender a regozijar-se com aquilo que até aí se negligenciou. Procurai, em cada dia, descobrir alguma coisa que vos faz bem ou vos maravilha – pode ser um contato com alguém, um acontecimento, um objeto, um pensamento –, colocai-o no vosso coração, na vossa inteligência, na vossa memória, e agradecei por o terdes encontrado no vosso caminho.

Omraam Mikhaël Aïvanhov

Como Deus Rezaria O Pai Nosso?

Meu filho
que estás na Terra,
preocupado, solitário, desorientado.

Eu conheço perfeitamente teu nome,
e o pronuncio santificando-o porque te amo.

Não. Não estás só, mas habitado por mim
e juntos construiremos este Reino,
do qual tu vais ser herdeiro.

Gosto que faças minha vontade,
porque minha vontade é que tu sejas feliz.

Conta sempre comigo e terás o pão para hoje.
Não te preocupes.
Só te peço que saibas compartilha -lo
com teus irmãos.

Sabes que perdôo todas tuas ofensas,
antes mesmo que as cometas,
por isso te peço que faças o mesmo
com os que a ti ofendem.

Para que nunca caias na tentação,
toma forte a minha mão e eu te livrarei do mal.
Te amo desde sempre.
Amém.

Teu Pai.

Autor Desconhecido

Vida Feliz

Tolera as falhas alheias e não as apresentes no festival de fofocas.
Todos erramos.
Sábio é aquele que, no erro, aprende a agir com correção.
Quando vejas alguém caído, dá-lhe a mão, ao invés de
te comprazeres em censurá-lo.
Ninguém tomba por querer.
E se tal ocorrer, nele predomina a ignorância.
Que é um cruel inimigo do homem.
Ainda assim, o equivocado merece mais socorro do que reprimenda.

Joanna de Ângelis –  Divaldo P. Franco

Higiene do Coração

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.”
(Mateus, V, 8.)

Há corações limpos e há corações sujos. Para aqueles reservou o Senhor a visão de Deus.

E assim como há necessidade da higiene do corpo, para que o corpo funcione regularmente, com mais forte razão faz-se preciso higiene do coração, para que o Espírito ande bem.

É preciso limpar o coração para se ver a Deus. Ninguém há de coração sujo que tenha olhos abertos para o Supremo Artífice de Todas as Coisas.

“A boca fala do que o coração está cheio; do interior procedem as más ações, os maus pensamentos.”

Coração sujo, homem sujo; coração limpo, alma límpida, apta para ver Deus.

Faz-se mister limpar o coração. Mas, de que forma começar esse asseio?

É preciso que nos conheçamos primeiramente; é preciso conhecermos o coração.

“Nosce te ipsum”, conhece-te a ti mesmo!

Saber quem somos e os deveres que nos cumpre desempenhar; interrogar cotidianamente a nossa consciência; exercitar um culto estritamente interno, tal é o início dessa tarefa grandiosa para a qual fomos chamados à Terra.

A limpeza de coração substitui o culto externo pelo interno. As genuflexões, as adorações pagãs, as preces, cantadas e mastigadas, nenhum efeito têm diante de Deus.

O que o Senhor quer é a limpeza, a higiene do coração.

Fazer culto exterior sem o interior é o mesmo que caiar sepulcros que guardam podridões!

Limpar o coração é renunciar ao orgulho e egoísmo com toda a sua prole malfazeja! É pensar, estudar, compreender; é crer no Amado Filho de Deus pelos seus ditames redentores!

É ser bom, indulgente, caridoso, humilde, paciente, progressista; é, finalmente, renunciar ao mal para abraçar o bem; deixar a aparência pela realidade; preferir o Reino dos Céus ao Reino do Mundo, pois só dentro do Supremo Reinado poderemos ver Deus!

Cairbar Schutel Do livro Parábolas e Ensinos de Jesus

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