O Evangelho e o Celular

 Já imaginou o que aconteceria se tratássemos o Evangelho do jeito que tratamos nosso celular?

E se sempre carregássemos o nosso Evangelho no bolso ou na bolsa?

E se déssemos uma olhada nele várias vezes ao dia?

E se voltássemos para apanhá-lo quando o esquecêssemos em casa ou no trabalho?

E se o usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?

E se o tratássemos como se não pudéssemos viver sem ele?

E se o déssemos de presente para as crianças?

E se o usássemos quando viajamos?

E se lançássemos mão dele em caso de emergência?

Ao contrário do celular, o Evangelho não fica sem sinal.

Ele pega em qualquer lugar. Não é preciso se preocupar com a falta de crédito, porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim.

E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda vida.
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Quando você estiver triste, ligue – no cap. V no texto que começa “Bem aventurados os que choram…”

Quando pessoas falarem de você, ligue no cap. V no trecho “Bem aventurados os que sofrem perseguição…”

Quando você estiver nervoso, ligue no cap. IX “Bem aventurados os mansos e pacíficos…”

Quando você estiver preocupado, ligue no cap.IX – item 7 “A paciência”.

Quando você estiver em perigo, ligue no cap. V – item 22 “Um homem de bem teria morrido”.

Quando Deus parecer distante, ligue no cap. XXVII – item 1 “Caracteres da perfeição”.

Quando sua fé precisar ser ativada, ligue no cap. XIX – item 1 “Poder da fé”.

Quando você estiver solitário e com medo, ligue no cap. XVI item 10 “M. Espírito Protetor”.

Quando você for áspero e crítico, ligue no cap. VII – item 11 “O orgulho e a humildade”.

Para saber o segredo da felicidade, ligue no cap. V – item 20 “A felicidade não é deste mundo”.

Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue no cap. XXVI – item 5 “Vendilhões expulsos do templo”.

Quando você quiser paz e felicidade, ligue no cap. XX – item 5 “Obreiros do Senhor”.

Quando o mundo parecer maior que Deus ligue no cap. XIX – item 11 “Fé, mãe da esperança e da caridade.

Autoria desconhecida.

Minha opção é ser feliz

Quando embarcamos nessa nova viagem, vivemos um período de nove meses no oceano de paz, no calor aconchegante da proteção e amor maternal incondicional.

Não mais que de repente estamos saltando de nosso mar de conforto e encontramos a marcha do aprendizado da vida material. Cada despertar um desafio, cada dia uma lição.

E em cada alvorecer surge novo dia radiante de luz e esperança, convidando-nos a fazer escolhas. Demora um tempo para decidirmos, e, com o tempo, com o amadurecimento espiritual, entendemos que todos temos que progredir e que a decisão será sempre nossa.

Aprendemos, demora um pouco, mas aprendemos a fazer uma escolha em cada amanhecer: ser feliz ou infeliz? Mesmo com pobreza, com doença ou com morte. Jesus nasceu na estrebaria, foi perseguido aos dois anos, traído, negado e crucificado e continuou a nos amar.

Aprendemos que não podemos transferir nossa opção de felicidade para coisas, bens ou pessoas. Para ser saudável e viver com serenidade escolhemos ser felizes aceitando a vida e buscando a melhoria sempre

Viver é conhecer. Crescemos e temos que tomar decisões. Tomada de atitudes sempre pode gerar crises. E com elas aprendemos, porque são oportunidades que a vida nos oferece de crescimento.

Ao final dessa marcha construtiva, resta-nos saber se fizemos ou não o melhor. A felicidade em relação à vida moral e ética consiste em viver com a consciência tranquila e continuar a ter fé no futuro, pois que somos herdeiros da imortalidade. Acalentou Jesus a todos nós: “Não se turbe vosso coração: crede em Deus e crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14:1-2).

Ninguém morre, a existência continua de retorno à Vida Espiritual. O mesmo caminho que levou nossos entes queridos nos levará também, e na mesma estação que eles chegaram nós chegaremos.

Abramos o coração para a vida e o enchamos de luz e esperança, acreditando que vai dar certo e que, se fizermos a nossa parte, na outra parte é Deus que está no controle e vai agir através de seus mensageiros.

Todas as manhãs temos duas oportunidades, continuar dormindo com nossos sonhos, ou erguer nosso corpo para a vida e a vitória, tornando-os realidade.

Temos que acreditar que o mundo melhor começa em nós; se cumprimos nossos deveres e se queremos a paz, a façamos realizar em nosso íntimo com tudo que nela couber.

O Universo é obra de uma Inteligência Superior que tudo organizou e que estabeleceu leis universais que nos controlam a vida e o destino; fazendo nossa parte, podemos depositar n’Ele nossa gratidão e confiança para sermos felizes.

Arnaldo Divo Rodrigues de Carvalho

Como se libertar do sofrimento

A valiosa contribuição psicográfica do Apóstolo do Bem, Divaldo Franco, rendeu frutos sazonados com a produção de esclarecedores textos de natureza psicológica redigidos pela Veneranda Joanna de Ângelis.

São 16 volumes que integram a denominada Série Psicológica, iniciando-se com o tocante Jesus e a atualidade e culminando com o expressivo Psicologia da gratidão.

O primeiro consiste na apresentação de vinte situações com ocorrências do cotidiano que aturdem a civilização, envolvendo amor, tolerância, justiça, dever, alegria, coragem, decisão, responsabilidade, posses, insegurança, sofrimentos, entre outros assuntos, buscando respostas da conduta humana na terapia de Jesus.

O segundo exalta a gratidão como roteiro de segurança a ser vivenciada em todos os momentos da existência corporal, como um estado interior que resulta em alegria e paz.
Dentre esses mananciais de esclarecimento e consolo, há o segundo volume da série, cujo instigante título é O homem integral. Esta obra considera o grave momento por que passa a Humanidade, e faz um estudo de diversos fatores de perturbação psicológica, procurando oferecer terapias de fácil aplicação, fundamentadas na análise do homem à luz do Evangelho e do Espiritismo, de forma a auxiliá-lo no equilíbrio e no amadurecimento emocional, com vistas à sua renovação e aquisição de saúde psicológica, tendo sempre como ser ideal Jesus, o Homem Integral de todos os tempos, por haver desenvolvido todas as aptidões herdadas de Deus, na condição do ser mais perfeito de que se tem notícia.

O homem integral esclarece que o Espiritismo, sintetizando diversas correntes de pensamento psicológico e estudando o homem na sua condição de Espírito eterno, apresenta a proposta de um comportamento filosófico idealista, imortalista, auxiliando-o na equação dos seus problemas, sem violência e com base na reencarnação, apontando-lhe os rumos felizes que deve seguir.

É justamente nesse livro extraordinário que Joanna de Ângelis apresenta uma terapia liberativa do sofrimento. Em sua didática e sabedoria, a Mentora elenca quatro passos, constitutivos do caminho libertador, apresentados a seguir resumidamente:

1) Considerar todos os indivíduos como dignos de serem amados.
2) Identificar e estimular os traços de bondade do caráter alheio.
3) Aplicar a compaixão quando agredido.
4) O amor deve ser uma constante na existência do homem.

Vejamos como são conexas as etapas propostas por Joanna. Retornemos um pouco e leiamos os itens 1 e 4 e, depois, os itens 2 e 3.

Para se libertar do sofrimento é preciso amar. Todas as pessoas são dignas de serem amadas, apenas para nos referirmos ao ser humano em suas relações interpessoais. Para nossa felicidade, o amor deve estar presente em nossa vida. Todos somos irmãos, deveríamos constituir uma só família espiritual, pois somos filhos de um mesmo Pai, criaturas de um mesmo Criador. Enxergar o outro com respeito é sentir que o amor pleiteado a nosso favor é o amor que precisamos distribuir ao semelhante, sem preconceitos e em consonância com o entendimento das diferenças que caracterizam a manifestação das individualidades.

Vários sofrimentos são gerados por ideias preconcebidas ou por fazermos mau juízo do próximo, enxergando nele posturas inadequadas ou incomodativas, considerando que entendemos a realidade de modo distinto. A Mentora recomenda identificarmos e estimularmos os traços de bondade do caráter alheio, auxiliando-o em seu processo evolutivo. Todos, como seres divinos, trazemos latentes na intimidade do ser o deus interno, a consciência na qual está registrada a lei de Deus, a nos possibilitar a distinção entre o certo e o errado, o bem e o mal. Assim, é preciso enxergar o lado bom das pessoas, para o nosso próprio bem. Quando vemos só o que é ruim, sofremos. Tornamo-nos pessimistas, negativos, amargos… Porém, quando nos predispomos a visualizar o mundo com lentes corretivas que nos facilitam enxergar o belo, o bom e o útil, erradicamos de nossa mente o sofrimento e nos sentimos felizes.

A compaixão como saudável exercício para com aqueles que nos ofendem, magoam, ferem, prejudicam, é também terapia libertadora do sofrimento. É preciso ser compassivo quando agredido. Jesus recomendou que revidássemos o mal recebido com o bem ativo que já trazemos no coração. Em O evangelho segundo o espiritismo, em seu capítulo 17, item 10, quando trata de O homem no mundo, Allan Kardec compila a significativa recomendação: “Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos.” Aplicar a piedade para com quem convivemos e que, direta ou indiretamente, nos atingem na sua maneira de agir e pensar, manifestando a existência de naturais diferenças de posturas e comportamentos, é atitude virtuosa dos que se candidatam à conquista do Reino dos Céus por seus méritos próprios. Somos indivíduos. Emmanuel, o guia espiritual de Chico Xavier, ensina-nos que Deus não cria duplicatas, apenas originais. Por isso, embora semelhantes, posto que irmãos, somos também diferentes em características a revelarem a personalidade que retrata nosso modo de ser em determinada encarnação ou existência física.

A melhor terapia para a libertação do sofrimento e conquista da felicidade é o exercício do amor a Deus, do amor ao próximo e do amor a nós mesmos no cotidiano de nossas vidas.

Artigo publicado na Tribuna Espírita, ano 36, n. 196, mar./abr. 2017.
Fonte: FEB, por Geraldo Campetti Sobrinho

Pai Nosso Divino

Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.

Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade.

Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso.

Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.

Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.

Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração;

Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido.

Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo.

E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.

Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!

Que assim seja!

Autor Desconhecido

Deus não pune nem castiga ninguém

É uma lei da vida social que a gente se junta em grupos por afinidades. Isso expressa uma lei espiritual, que nos aproxima de espíritos como nós, porque é assim que aprendemos sobre nós mesmos (autoconhecimento) e sobre aquela experiência compartilhada. É assim que confirmamos nossa presença naquela sintonia de pensamento e emoção ou, então, somos incentivados à mudança.
Conforme as coisas vão acontecendo e gerando consequências, contudo, tem pessoas – especialmente aquelas ligadas à religião -, que costumam enxergar causas e consequências como prêmios divinos ou castigos por condutas que Deus aprova ou não. A crença por trás disso é de que condutas e consequências têm valores absolutos, são boas ou ruins, de sorte ou infortúnio. É como se Deus fosse uma pessoa tomando conta de suas vidas. Quando algo desagradável ocorre, elas mentalmente associam isso a algo que creem ter feito errado e atribuem a ocorrência ao Criador.
Conforme as coisas vão acontecendo e gerando consequências, contudo, tem pessoas – especialmente aquelas ligadas à religião -, que costumam enxergar causas e consequências como prêmios divinos ou castigos por condutas que Deus aprova ou não. A crença por trás disso é de que condutas e consequências têm valores absolutos, são boas ou ruins, de sorte ou infortúnio. É como se Deus fosse uma pessoa tomando conta de suas vidas. Quando algo desagradável ocorre, elas mentalmente associam isso a algo que creem ter feito errado e atribuem a ocorrência ao Criador.
Mas não é assim que acontece. Se Deus nos deu liberdade, não tem cabimento que ele nos castigue por usá-la.
Pense: você só vai à oficina mecânica quando o carro quebra. O mecânico abre o capô e vai descobrindo que, além da peça que provoca o problema, há muitas outras, desgastadas, ressecadas, precisando trocar e faz um orçamento. Você, então, reclama: “Toda vez que eu venho à oficina, acabo gastando um valor absurdo! Que falta de sorte!!” Mas se conhecesse melhor o seu carro, adotaria procedimentos que evitariam a situação que seu próprio comportamento e inconsciência criaram. Não é culpa da sorte ou de Deus. Nem é um castigo. É uma consequência de uma forma de agir sem consciência.

Com o funcionamento das leis do Universo, é a mesma coisa: o hábito de ver punição em eventos desagradáveis e recompensas em situações felizes provém da incompreensão dos mecanismos de evolução dos seres. Se compreendêssemos melhor, saberíamos que nós mesmos criamos ou atraímos aquela consequência, pelo nosso modo de pensar e agir.

De fato, somos aprendizes. Agimos com o discernimento possível em nosso estágio evolutivo e estado de consciência. Podemos nos equivocar na escolha, mas aquilo que acontece devido ao nosso ato não é uma punição. Na dinâmica da existência, entram em cena o conhecimento e a habilidade, a forma como vemos a vida, como decidimos encarar cada acontecimento e também a forma como reagimos a cada situação. Não há algo apenas bom ou ruim. Isso fica bem claro numa lenda sufi sobre o cavalo do fazendeiro chinês, que eu convido você a ler pelo link.

Enfrentar obstáculos e crises, ficar diante de nossas próprias fragilidades, é uma providência natural de um Universo que promove o progresso dos seres. Quando algo o desafia, esse desafio traz uma mensagem e um ensinamento. Como diz Calunga, “vida é subida”.

Rita Foelker

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/meditacao-diaria/deus-nao-pune-e-nem-castiga/#ixzz58uFLisbW